Em 2008, beber aquele suco de fruta, uma cerveja num dia quente ou um vinho em um jantar especial pesou mais no bolso dos brasileiros. Isso porque as bebidas, com exceção dos isotônicos e da água mineral, tiveram aumento acima da inflação, de acordo com o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), calculado pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), de janeiro até o final de novembro.
Enquanto a inflação do período ficou em 5,99%, vinhos e chopes subiram 15,80% e 12,42%, respectivamente. Já o suco de frutas e a cerveja, tão procurados nos dias quentes, tiveram aumento de 8,81% e 6,19%, na ordem. Também apresentaram altas significativas o uísque (12,23%), a vodca (11,46%) e os refrigerantes (6,56%).
Até a metade deste ano, as matérias-primas utilizadas pelas cervejarias, como o malte e o alumínio, subiram consideravelmente, o que provocou uma queda na rentabilidade das companhias.
Além disso, os reajustes também estariam sendo feitos pelas companhias para se prevenir de novos aumentos nos insumos, que podem ocorrer devido à valorização do dólar, e para diminuir impactos do aumento da carga tributária.
De acordo com o documento, o momento é favorável aos reajustes pois, com o dólar mais alto, as pessoas devem deixar de consumir bebidas importadas, como o vinho, uísque e vodca, para comprar outras mais baratas, como a cerveja.
O relatório também lembra que a Ambev foi a primeira a aumentar os preços nos supermercados, em 5,4%, e por isso perdeu um pouco de participação de mercado em novembro. Mas deve se recuperar, pois em breve os concorrentes também deverão aumentar os preços.